Projeto investe na disseminação da meliponicultura como prática de sustentabilidade

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Autor: Comunicação Tabôa
Data: 03/06/2021
O meliponário do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia/ IF Baiano – Campus Uruçuca foi inaugurado no último dia 20 de maio, data em que se celebra o Dia Mundial das Abelhas. Construído com recursos do projeto Uruçu na Cabruca, o espaço possui capacidade para abrigar até 400 enxames da espécie Melipona mondury, popularmente conhecida como Uruçu Amarela – abelha sem ferrão que produz um mel com grande valor nutricional. 

A construção do equipamento faz parte da estratégia de disseminar a meliponicultura como atividade geradora de renda complementar para famílias agricultoras e de conservação da biodiversidade local. A Uruçu Amarela é uma das espécies habitantes do bioma Mata Atlântica e está, portanto, muito presente na região sul da Bahia, sendo velha conhecida de comunidades locais. Mas sua sobrevivência tem sido ameaçada ao longo das últimas décadas, sobretudo por conta do desmatamento. Disseminar a prática da meliponicultura também pode ajudar a conservar essa e outras espécies e ainda contribuir para regenerar a floresta, por meio da polinização de diversas plantas silvestres feita pelas abelhas.

Se feita com técnicas apropriadas, a criação de abelhas nativas sem ferrão é uma atividade que contribui também para a sustentabilidade socioeconômica das populações envolvidas. Por isso mesmo, possui grande potencial se associada à agricultura familiar, incrementando a renda e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida no campo.


Polo regional – Desde 2019, a Tabôa investe em ações de fortalecimento da meliponicultura no Sul da Bahia, visando fomentar o desenvolvimento de um polo regional de criação da Melipona Mondury. Por meio do projeto Uruçu na Cabruca, agricultoras e agricultores são capacitados e recebem acompanhamento técnico para criação e manejo das abelhas. Nas próximas etapas do projeto, serão também assessorados no beneficiamento e comercialização do mel.

Em 2020, a Tabôa intensificou o trabalho com os agricultores capacitados em 2019, realizando visitas técnicas às 38 famílias de seis comunidades atendidas nos municípios de Ibirapitanga, Itacaré e Uruçuca. Com as informações compartilhadas e a assessoria recebida, os agricultores multiplicaram os enxames iniciais e, com isso, aumentaram seu patrimônio.

O Uruçu na Cabruca é realizado pela Tabôa, em parceria com o IF Baiano – Campus Uruçuca e a Ceplac, com apoio do Instituto Arapyaú, Instituto Humanize, Funbio e Ministério Público do Estado da Bahia.

Fotos: Equipe Tabôa

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