Projeto Uruçu na Cabruca inicia etapa preparatória para produção de mel
Voltar
As primeiras das 325 colônias que serão preparadas para a produção de mel de uruçu amarela (da abelha nativa Melipona mondury), criadas por meliponicultores/as participantes do projeto Uruçu na Cabruca, começaram a ser remanejadas do modelo coletivo para o modelo individual em piquetes. Realocadas para locais mais adequados para as abelhas realizarem os seus serviços ecossistêmicos e melhor se alimentarem, a previsão é de que em janeiro de 2025 elas estejam produzindo o apreciado mel da espécie.
Essa etapa do projeto foi iniciada no Assentamento Nova Vitória (Ilhéus, Bahia), na primeira quinzena de agosto, onde as/os meliponicultoras/es receberam também orientações sobre manejo de inverno e identificação do plantel produtivo de suas colônias.
Os meliponários estão sendo implantados em áreas que seguem algumas estratégias, como proximidade a áreas de reserva legal das comunidades e a áreas de plantio, que oferecem recursos alimentares limpos às abelhas e aumentam o potencial produtivo de mel. Isso contribui para um dos principais serviços ecossistêmicos prestados pelas abelhas: a polinização, que aumenta a taxa produtiva agrícola e de restauração florestal das reservas. Além disso, é considerada a distância de fontes contaminantes como galinheiros e casas de farinha, que podem trazer prejuízos para qualidade do mel e pólen produzidos.
Sobre o projeto Uruçu na Cabruca – Desde 2019, a iniciativa busca fomentar a prática da meliponicultura no contexto da agricultura familiar no Sul da Bahia, região historicamente conhecida pelo cultivo de cacau no sistema cabruca, sob a sombra de árvores nativas da Mata Atlântica. É assim que a cabruca e a meliponicultura somam forças na proteção da agrobiodiversidade, na preservação da abelha nativa Melipona mondury e no fortalecimento de comunidades rurais.