Tecnologia a serviço das abelhas Uruçu-Amarela: equipe do projeto Uruçu na Cabruca realiza testes com o Sistema Ater Mel

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Autor: Comunicação Tabôa
Data: 23/10/2026

O dia de trabalho da equipe de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) do projeto Uruçu na Cabruca começa cedo, pegando estrada até as comunidades, onde técnicas e técnicos são recebida/os por meliponicultoras e meliponicultores que aguardam a visita de campo. No meliponário, o trabalho é minucioso: as colônias são observadas uma a uma, verifica-se se as abelhas estão bem alimentadas, se houve multiplicação ou perda de indivíduos e como anda a produção de mel, por exemplo. Ao final, a visita se transforma em troca de saberes, com novas orientações para os próximos meses e, não menos importante, em coleta de dados sobre o trabalho realizado.

 

Para tornar esse acompanhamento ainda mais preciso, a equipe passou a contar com o Ater Mel, sistema que está em fase de testes. Pelo celular, as informações de cada visita são registradas na hora e reunidas em um só lugar, permitindo acompanhar a evolução das colônias, identificar problemas com antecedência e aferir indicadores que orientam o planejamento técnico. Com a ferramenta, a coleta de dados fica mais ágil e organizada, e as melhorias do projeto se apoiam em dados e evidências.

“O crescimento do projeto, tanto em número de famílias quanto de colônias, aumentou a necessidade de organizar e integrar as informações coletadas durante a assistência técnica. O sistema foi concebido para melhorar o acompanhamento dos meliponários, reduzir a dispersão dos registros e apoiar decisões baseadas em dados”, conta Léia Dias, coordenadora de Meliponicultura na Tabôa.

O Sistema Ater Mel centraliza os cadastros de meliponicultoras/es e meliponários e registra visitas técnicas, manejos e ocorrências. Também acompanha a evolução das colônias, a produção e a produtividade. Assim, a equipe poderá gerar indicadores e relatórios, antecipar problemas e direcionar melhor as ações de Ater, enquanto o sistema melhora a rastreabilidade das informações e a avaliação dos resultados do projeto.

“O objetivo dessa fase de testes é avaliar se ele está cumprindo sua principal função: melhorar e agilizar a coleta de dados de manejo diretamente em campo. Um dos pontos que ainda precisa ser aprimorado é o registro dos dados da extração do mel, funcionalidade que o sistema ainda não possui. Essa melhoria está prevista para uma próxima atualização, permitindo registrar também as informações da colheita de mel e tornar o acompanhamento das atividades do projeto mais completo”, conta Guilherme Nery, auxiliar administrativo do projeto. 

Uruçu na Cabruca

Atualmente, são alcançadas 146 famílias em 19 comunidades de cinco municípios baianos – Camamu, Ibirapitanga, Ilhéus, Itacaré e Uruçuca. Para fortalecê-los na criação de abelhas Uruçu-Amarela, são realizadas capacitações, entregas de colônias para iniciar meliponários, disseminação de conhecimento e acompanhamento técnico para manejo e multiplicação das abelhas. 

A meliponicultura é uma das frentes de atuação da Tabôa no Sul da Bahia para promover desenvolvimento rural justo e sustentável no campo, cuidando das pessoas e do meio ambiente. Realizado em parceria com o IF Baiano – Campus Uruçuca, o Uruçu na Cabruca conta com os apoios do Ministério Público do Estado da Bahia, que também participou de sua concepção, e do Instituto humanize.    

 

Fotos: Acervo Tabôa | Analee

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