Setembro foi um mês de importantes avanços no projeto de restauração florestal com inclusão produtiva, uma iniciativa da Tabôa que alia a geração de renda à recuperação ecológica de áreas degradadas no sul da Bahia.
Neste período, as famílias agricultoras participantes, orientadas pelo acompanhamento técnico da Tabôa, realizaram o plantio de banana e espécies de ciclo curto em todas as áreas destinadas à implementação de Sistemas Agroflorestais (SAFs). Além disso, foram distribuídas as primeiras mudas nativas nos assentamentos Dandara dos Palmares (Camamu, BA), São João e Dois Riachões (Ibirapitanga, BA), Demétrio Costa (Ilhéus, BA), Terra à Vista (Arataca, BA) e Terra de Santa Cruz (Santa Luzia, BA), para agricultoras/es participantes do projeto, marcando o início do plantio nas áreas de proteção permanente (APPs). Para essa ação, foi utilizada a técnica de nucleação, que favorece a restauração por meio da criação de núcleos de vegetação formados por espécies com elevada capacidade ecológica, capazes de melhorar o ambiente e favorecer a chegada e o desenvolvimento de outras espécies na área.
Outro destaque do mês foi a distribuição de sementes de milho e feijão crioulos, fortalecendo a diversidade produtiva das famílias envolvidas. Além disso, equipe e famílias agricultoras se reuniram para alinhar cronograma, expectativas e metodologia de reconhecimento do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) — um passo importante para garantir transparência na condução do projeto.
Saiba como funciona - No projeto, agricultoras e agricultores familiares têm acesso a crédito para investir na implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs), com espécies produtivas e nativas, a fim de promover a restauração produtiva e ecológica de áreas degradadas. Além disso, as/os participantes passam a contar com acompanhamento técnico para fortalecer o manejo sustentável ao longo de três anos.
O processo é acompanhado de forma contínua pela equipe, que a cada seis meses realiza uma avaliação para verificar se as ações previstas no Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) – elaborado em conjunto com cada agricultor/a – foram executadas conforme o acordado para o período. Quando as metas são cumpridas, aplica-se o instrumento de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), isentando o agricultor do pagamento da parcela de crédito referente ao semestre.
Até 2029, a expectativa é recuperar 30 ha no sul da Bahia, incluindo um total de 4,5ha de APP. O projeto de restauração florestal com inclusão produtiva conta com o apoio da Fundação Arymax, Instituto humanize, Fundo Pranay e Instituto Clima e Sociedade (iCS).


