
* Matéria atualizada em 03/03/2026
O ano de 2026 teve início com sabor de mel de Uruçu Amarela (Melipona mondury). Durante as duas primeiras etapas de colheita, que ocorreram entre janeiro e fevereiro, foram 216,9 kg de mel colhidos a partir da produção de 317 colônias. A ação é parte do trabalho de fortalecimento da meliponicultura realizado a partir do projeto Uruçu na Cabruca. A quantidade já colhida evidencia o aumento de produção em relação à primeira colheita,realizada em 2025, além de refletir o envolvimento das comunidades com o manejo, impulsionado pelo processo contínuo de formação realizado pelo acompanhamento técnico ofertado pela Tabôa.
O ano de 2026 teve início com sabor de mel de Uruçu Amarela (Melipona mondury). Durante as duas primeiras etapas de colheita, que ocorreram entre janeiro e fevereiro, foram 216,9 kg de mel colhidos a partir da produção de 317 colônias. A ação é parte do trabalho de fortalecimento da meliponicultura realizado a partir do projeto Uruçu na Cabruca. A quantidade já colhida evidencia o aumento de produção em relação à primeira colheita,realizada em 2025, além de refletir o envolvimento das comunidades com o manejo, impulsionado pelo processo contínuo de formação realizado pelo acompanhamento técnico ofertado pela Tabôa.
As duas fases da colheita mobilizaram 22 meliponicultoras(es) de seis comunidades: Assentamento Dois Riachões (Ibirapitanga-BA), Assentamento Dandara dos Palmares (Camamu-BA), Assentamento Nova Vitória e o Ressurreição (Ilhéus-BA), Assentamento Rochedo e Vila de Serra Grande (Uruçuca-BA).
Léia Dias, coordenadora de meliponicultura na Tabôa, destaca a importância da colheita do mel para fortalecer a criação racional de abelhas sem ferrão como atividade capaz de gerar renda complementar para famílias agricultoras. “Para as meliponicultoras e os meliponicultores, essa etapa representa o reconhecimento do manejo cuidadoso das colônias, a geração de renda e a confirmação de que o cuidado cotidiano com as abelhas nativas se traduz em resultados concretos”.

E os números reforçam essa evolução: na safra anterior, a colheita total do ano foi de 152 kg de mel; já em 2026, durante as duas primeiras fases, já foram colhidos mais de 210 kg. “Isso evidencia o fortalecimento do manejo, da organização produtiva e do engajamento das famílias envolvidas”, complementa Leia.
A colheita de mel é a culminância de um processo de fortalecimento das capacidades de manejo das famílias, que inclui capacitações e acompanhamento técnico realizado pela equipe da Tabôa. A próxima fase da colheita está prevista para abril, com a participação de 26 meliponicultores/as de dez comunidades.

Uruçu na Cabruca | Desde 2019, o projeto já fortaleceu 168 agricultoras e agricultores familiares nos municípios de Camamu, Ibirapitanga, Ilhéus, Itacaré e Uruçuca, na prática da meliponicutura, associada a outras atividades agrícolas que já desenvolvem, a exemplo do cultivo de cacau cabruca.
Para além de uma alternativa complementar de renda, o que se busca com a iniciativa é fortalecer a meliponicultura também como estratégia de conservação e regeneração de biodiversidade local, considerando os importantes serviços ecossistêmicos que as abelhas exercem, como a polinização de plantas de diferentes gêneros e espécies.
O projeto é realizado em parceria pela Tabôa Fortalecimento Comunitário e pelo IF Baiano – Campus Uruçuca. E conta com os apoios do Ministério Público do Estado da Bahia, que também participou de sua concepção, e do Instituto humanize.
Fotos: Acervo Tabôa | Léia Dias e Priscila Oliveira
Fotos: Acervo Tabôa | Léia Dias e Priscila Oliveira


