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Entre a terra e a água, um novo cultivo de possibilidades

No assentamento Serra de Areia, em Ibirapitanga, Baixo Sul da Bahia, o agricultor familiar agroecológico Joilson Pereira vem diversificando sua forma de produzir e, com isso, cultivando novas perspectivas de futuro. 

Com uma trajetória construída no cultivo tradicional do cacau e no manejo de hortas no solo, Joilson decidiu, no segundo semestre de 2025, dar um passo importante em sua produção e abraçar um antigo desejo: implementar a horticultura por meio da hidroponia. “Eu trabalho com horta já há dez anos, principalmente no modelo tradicional que é a horta no chão, mas, por muitas questões, principalmente a mão de obra mais cara, acabei desistindo desse modelo e optando por aprender sobre a hidroponia, onde a gente faz todo o plantio da horta na água, sem precisar usar terra”, explica.

Para transformar o desejo em realidade, Joilson contou com apoio da Tabôa, por meio de crédito rural facilitado e acompanhamento técnico. “Eu já estava com esse projeto na mente há muito tempo, mas por falta de recursos não foi à frente, porque é muito difícil acessar um crédito, principalmente para o pequeno agricultor da reforma agrária. Mas a gente encontrou essa parceria com a Tabôa, que chegou aqui no assentamento e nos deu essa oportunidade. Aí eu peguei o primeiro crédito, que teve foco na produção de cacau, e agora, peguei o segundo crédito em dezembro do ano passado, e optei por trabalhar além do cacau, também com a hidroponia, colocando esse sonho em prática.”

Karine Araújo, coordenadora de Crédito Rural da Tabôa, destaca como uma abordagem contextualizada e a associação de recursos financeiros e técnicos fazem diferença no fortalecimento de agricultores familiares, como Joilson. “O crédito da Tabôa tem como diferencial, conforme metodologia, ser condicionado ao acompanhamento técnico rural. A, além disso, a proposta é construída conforme a necessidade e a realidade do agricultor. Só em 2025, foram concedidos 92 créditos, entre esses, o de Joilson”, explica. 

A escolha que o agricultor fez pela hidroponia tem mostrado resultados rápidos e animadores. Por se tratar de uma cultura de ciclo curto, a técnica permite ampliar a área de cultivo com menor demanda de tempo e de mão de obra, um fator decisivo para agricultores que, como Joilson, muitas vezes conduzem a produção de forma independente. 

Hoje, conciliando o cultivo do cacau com a horticultura, ele diversifica sua produção e fortalece sua renda. Na hidroponia, produz alface, coentro e hortelã, que são comercializados em feiras livres, supermercados e também fornecidos para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A combinação entre culturas de ciclos distintos não apenas amplia as possibilidades econômicas, como também contribui para uma produção mais resiliente, equilibrando ganhos a curto e longo prazo.


Entre a terra que sustenta o cacau e a água que nutre a nova horta, Joilson segue cultivando mais do que alimentos: ele planta autonomia, inovação e a continuidade de um sonho que, agora, ganha forma e futuro.

 

 


Fotos: Acerto Tabôa | Nagila Amorim

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